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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sobre efetivação de Jorginho no Verdão, Belluzzo diz que foi 'uma brincadeira'

Algumas horas depois de dizer que o técnico interino Jorginho “já estava efetivado” e que o “Palmeiras não iria atrás de um novo treinador”, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou que foi mal-interpretado e que não efetivou Jorginho.

Na manhã desta quinta-feira, em entrevista à TV Globo, Belluzzo afirmou:

- O Jorginho já está efetivado. Ele é uma peça importante e que está treinando o elenco neste momento.

Questionado na mesma entrevista sobre o fato de, pelo bom momento de Jorginho, o Palmeiras ir ou não atrás de um substituto para Vanderlei Luxemburgo, demitido no mês passado, Belluzzo descartou procurar um novo treinador:

- O Palmeiras não precisa se incomodar com isso. Temos de confiar nesse projeto.

À tarde, o presidente entrou em contato com o GLOBOESPORTE.COM e disse que foi mal-interpretado. Segundo ele, quando falou que Jorginho já estava efetivado, referia-se ao fato de o técnico já ser funcionário do clube há dois anos.

- Talvez eu não tenha sido claro. Foi uma ironia, uma brincadeira... Falei até dando um leve sorriso. Eu não disse que ele seria o novo técnico do Palmeiras, mas sim que ele estava efetivado por já ser do clube.

Jorginho durante o desembarque do Verdão

Sobre a questão de ter declarado que não iria procurar outro técnico, Belluzzo também quis se explicar melhor.

- O que eu quis dizer é que não vamos atrás de um técnico agora. O Jorginho está treinando o time e não temos motivo de ficar procurando técnico.

Belluzzo, porém, não descartou a hipótese de Jorginho ser mantido no cargo.

- Na hora certa nós vamos conversar com a diretoria de futebol e com ele.

No comando do time há quatro jogos, desde que Luxemburgo foi dispensado, Jorginho somou três vitórias (Avaí, Náutico e Flamengo) e um empate (Santos) e levou o Verdão à vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

Perto de completar 100 jogos pelo Verdão, Diego Souza festeja ótimo momento

Meia diz que superou a fase difícil de adaptação e deve completar a marca centenária no clássico do próximo dia 26, contra o Corinthians

O meia Diego Souza está rindo à toa. A sequência de boas atuações com a camisa do Palmeiras na temporada 2009 fez o jogador reconhecer: está vivendo o seu melhor momento no clube de Palestra Itália desde que foi contratado no ano passado.

Após uma brilhante temporada de 2007 com a camisa do Grêmio, Diego Souza foi o maior investimento da Traffic, que é parceira da equipe de Palestra Itália. Ele custou R$ 10 milhões. E fez questão de lembrar que o começo no Verdão não foi nada fácil.

- No ano passado, as coisas não saíram como o esperado. A adaptação foi mais difícil e foi preciso ter um pouco de paciência. Agora, tudo é diferente. Eu sei como o clube funciona, estou totalmente adaptado e as coisas acabaram se refletindo dentro de campo. Sem dúvida, é o meu melhor momento no Palmeiras – comemorou o jogador.

Diego Souza marcou diante do Flamengo, na vitória da última quarta-feira, o seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro. Diante dos cariocas, ele jogou como atacante, já que Willians estava suspenso e Obina não pode atuar por causa de uma cláusula contratual imposta pelo Flamengo, time que ainda detém os seus direitos federativos.

- Estou sempre disposto a ajudar no que for preciso. O momento é bom, mas não podemos achar que está tudo ótimo. Temos que descansar, afinal no sábado já temos outra partida muito difícil contra o Santo André – lembrou.

Diego Souza está prestes a completar 100 jogos com a camisa do Palmeiras. No sábado, contra o Santo André, será o duelo de número 98. No meio da outra semana, o Verdão vai encarar o Goiás, E, para tornar a marca ainda mais especial, se o camisa 7 participar das duas partidas citadas acima, a centésima partida será contra o Corinthians, no clássico que acontecerá no próximo dia 26, em Presidente Prudente.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Palmeiras acaba com Fla no primeiro tempo e dorme na vice-liderança

Diego Souza, em grande estilo, e Ortigoza aproveitam-se de erros da zaga rubro-negra. Adriano desconta

Em 2006, Diego Souza deixou o Flamengo chamado publicamente de “gordo” pelo vice-presidente de futebol, Kleber Leite. A vingança do apoiador demorou, mas veio em grande estilo nesta quarta-feira. Ele foi o principal jogador da vitória por 2 a 1 do Palmeiras, no Maracanã, contra um desorientado time rubro-negro. O resultado faz o time paulista dormir na vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

Zanzando de um lado para o outro à beira do campo e ouvindo xingamentos de parte da torcida, o técnico Cuca volta a conviver com a pressão que o abandonou nos últimos quatro jogos.

Se o horizonte do treinador do Fla é sombrio e atribulado, Jorginho ganha ainda mais tranquilidade e prestígio no Palmeiras. Ele assumiu interinamente após a saída de Vanderlei Luxemburgo e coleciona três vitórias e um empate em quatro jogos.

Com o resultado, o Alviverde paulista pula para a segunda posição, com 22 pontos. Mas nesta quinta pode ser ultrapassado pelo Atlético-MG, que recebe o São Paulo. O próximo jogo da equipe será contra o Santo André, sábado, no Palestra Itália.

O Flamengo almejava somar nove pontos na sequência de três jogos que terá no Rio de Janeiro. Começou mal. O resultado deixa a equipe na oitava colocação, estacionada nos 15 pontos. No próximo domingo o adversário, também no Maracanã, será o Botafogo.

Palmeiras brinca no Maracanã

Ao contrário do que se esperava, o gramado não estava dos piores. O esforço pós-show de Roberto Carlos conseguiu nivelá-lo, apesar de o campo parecer “fatiado”. Por causa da camisa de Marcos, semelhante à dos demais jogadores, a partida começou com quase dez minutos de atraso.

Quando a bola rolou, o Palmeiras foi o primeiro a ameaçar. Aos três minutos, Danilo cabeceou sobre o gol de Bruno. Apesar de mal posicionado defensivamente, o Flamengo esboçou tramar boas jogadas, sobretudo com Emerson. Porém, em todo o primeiro tempo o time foi incapaz de dar qualquer chute a gol.

Everton, aos 20, fez ótima jogada pela ponta esquerda e cruzou. Adriano não alcançou, e a defesa afastou provisoriamente.

A fragilidade do sistema defensivo do Flamengo foi posta à prova aos 23. Willians recuou muito mal a bola para Welinton. O zagueiro foi pressionado por Ortigoza e sofreu falta. Leandro Vuaden ignorou, e Diego Souza aproveitou para chutar de perna direita no canto direito de Bruno: 1 a 0.

O gol irritou a torcida. E sobrou para Welinton. A cada toque na bola o defensor foi vaiado. Os pedidos de “raça” também se intensificaram. Enquanto isso, dentro de campo, a desorganização tática prosseguiu. Kleberson cometeu erros grosseiros e Angelim quase fez gol contra, aos 30. O Palmeiras colocou os visitantes na roda. Diego Souza sobrava na turma e obrigou Bruno a fazer boa defesa, aos 37. Dois minutos depois, Ortigoza chutou para fora da entrada da área.

Se já estava fácil, Kleberson facilitou para os visitantes. Aos 43 minutos, ele perdeu uma bola no meio-campo, e no fim da jogada Cleiton Xavier passou para Ortigoza fazer o segundo.

O time rubro-negro deixou o campo sob vaias, e o goleiro Bruno pediu uma mudança de atitude.

- Senão acontecerá uma tragédia – afirmou o capitão.

Adriano desconta. E só

O primeiro chute do Flamengo no jogo aconteceu aos três minutos do segundo tempo. Everton fez ótima jogada individual, mas na frente de Marcos bateu fraco e facilitou a defesa.

Jogando em contragolpes, o time paulista era soberano no jogo. Mas aos 27, Danilo puxou Adriano na área. O Imperador bateu o pênalti rasteiro, no canto esquerdo, e diminuiu. É o sexto dele em oito jogos desde que voltou ao Flamengo.

O gol animou a torcida, mas a arbitragem de Leandro Vuaden irritou os jogadores e dificultou a reação. Aos 39, Maxi cruzou da direita, Zé Roberto cabeceou e Marcos fez a defesa.

Àquela altura, o Palmeiras já havia abdicado do ataque. Adriano dividiu no alto com Marcos, aos 42, mas Maxi não conseguiu aproveitar. E o Verdão, com todos os méritos, saiu do Maracanã com a vitória.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Trabalho de Jorginho ainda não convenceu os dirigentes do Verdão

Passados 18 dias desde a demissão de Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras segue tratando a questão do novo treinador com muito cuidado. O clube não tem certeza do que fazer. Depois que Muricy Ramalho negou o convite feito, os jogadores querem a efetivação do interino Jorginho que, à frente do clube, conquistou sete pontos em nove disputados. Mas a diretoria deixa claro que ainda não se convenceu de que essa é a melhor alternativa.
- Temos de procurar dar tranquilidade ao Jorginho para que ele siga fazendo o seu trabalho. Enquanto isso, seguimos observando o mercado. O futebol é muito dinâmico e as situações podem mudar. Eu não posso contratar alguém para mandar embora daqui três meses. Se eu tivesse um outro nome como o Muricy, eu estaria revelando a vocês (jornalistas) – disse o gerente de futebol do clube, Toninho Cecílio.
O dirigente revelou que a cúpula palmeirense segue se reunindo diariamente para tentar equacionar essa questão. Mas deixou claro que a resolução ainda está longe do fim.
- Estamos passando por um momento de transição. E isso não tem prazo para acabar. Quem vai decidir isso é o presidente Belluzzo. Pode demorar uma semana, 10 dias. É preciso analisar essa questão com calma, não podemos errar.

domingo, 5 de julho de 2009

Na Ressacada, incógnita Palmeiras enfrenta desesperado Avaí

Time paulista, ainda com técnico interino, busca afirmação diante de catarinenses, que agonizam na zona da degola

A equipe que se tornou uma dúvida diante de um time desesperado. Neste domingo, o Palmeiras encara o Avaí, às 18h30m, na Ressacada, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, buscando uma nova identidade, agora sem Vanderlei Luxemburgo, enquanto o time catarinense tenta se recuperar na tabela. A equipe paulista vê no seu banco o interino Jorginho, enquanto o time da casa ocupa a zona de rebaixamento da competição. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real a partir das 18h30m. Embora saiba que não será efetivado no cargo, Jorginho afirma que fará o seu melhor para que a equipe seja entregue ao novo comandante palmeirense em boas mãos. Depois de empatar na última rodada com o Santos, o time, quinto colocado com 13 pontos, quer a vitória para voltar novamente ao grupo dos quatro melhores do Nacional. A situação do Avaí é mais delicada. Com apenas sete pontos na 19ª colocação, o time de Silas precisa vencer para se livrar da zona de rebaixamento. Até agora, a equipe conseguiu somente uma vitória na competição – venceu o Fluminense por 3 a 2 na sétima rodada do torneio. Palmeiras com novas peçasApesar de saber que não continuará no cargo, o técnico Jorginho não vê problemas em mudar algumas peças para o jogo em Santa Catarina. Depois de testar Willians e Ortigoza ao lado de Obina, o treinador acredita que a formação ideal, porém, está em um time com Diego Souza jogando mais adiantado, ao lado do ex-xodó do Flamengo. Outro que deve aparecer contra o Avaí é o meia Deyvid Sacconi, pouco utilizado no time nos tempos de Vanderlei Luxemburgo. Ao lado de Cleiton Xavier, ele terá a missão de abastecer o ataque palmeirense, órfão de Keirrison desde a última rodada. - O time que joga é este último que treinou. Treinei o Obina com o Ortigoza e com Willians. Eles e o Sacconi são jogadores com os quais posso contar. E ainda tenho o Daniel e o Edmílson – disse Jorginho Com Wendel suspenso, Fabinho Capixaba também reaparece na equipe. O lateral-direito, descartado do time por Luxemburgo e criticado pelos torcedores palmeirenses, ganhou o apoio do treinador interino na tarde da última sexta-feira. - Se quiser ser atleta de time de ponta vai ter de aprender a esquecer o que se passa lá fora. Ele tem de confiar nele – comentou Jorginho. Silas quer que “12º jogador” volte a fazer diferençaCom apenas uma vitória no Brasileirão, o Avaí quer voltar a mostrar a sua força em casa. O time teve um início de campeonato muito abaixo das expectativas. Para o treinador Silas, está na hora da equipe azurra virar essa crise na Ressacada. - A gente conta com o apoio da nossa torcida, que em momento algum deixou de nos apoiar. Ela foi essencial no acesso da equipe à Primeira Divisão e também na conquista do Campeonato Catarinense. Temos que ganhar do Palmeiras com a ajuda do nosso 12º jogador, que é o torcedor avaiano – disse Silas. Apesar de cauteloso, o técnico também mostra otimismo em relação ao confronto deste domingo. - É uma partida bastante complicada, mas que é decisiva para o Avaí. Acho que temos plenas condições de conquistar os três pontos na Ressacada – completou. Quem volta ao time é o volante Marcus Vinícius, que não pôde enfrentar o Cruzeiro por estar vetado pelo departamento médico. Os outros titulares são os mesmos que entraram em campo na última rodada.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Internautas pedem Muricy Ramalho como novo técnico do Palmeiras

Os torcedores do Palmeiras parecem andar em sintonia com a diretoria do clube. Depois da demissão de Vanderlei Luxemburgo nas primeiras horas do último sábado, a torcida mostra-se com a mesma opinião da cúpula alviverde, em enquete realizada pelo GLOBOESPORTE.COM, pedindo a contratação de Muricy Ramalho. Respondendo à pergunta sobre “Quem deve ser o novo técnico do Palmeiras?”, o ex-comandante do São Paulo aparece com 78,29% (55.154) da preferência dos internautas. Na segunda posição, mas ainda bem distante do tricampeão brasileiro, aparece o ex-lateral-direito Arce, que jogou no clube no fim dos anos 90, com 12,40% (8.733) dos votos. O vascaíno Dorival Júnior e Silas, do Avaí, aparecem em seguida com 2,9% (2.042) e 1,58% (1.114), respectivamente. Mais de 70 mil torcedores participaram da enquete, que ainda teve 4,83% (3.412) de votos para "nenhum desses treinadores".O Palmeiras já fez uma proposta formal para ter Muricy Ramalho no comando da equipe através de Márcio Rivellino, representante do treinador. O técnico estuda com seus familiares o convite, mas disse que não tem data para tomar uma decisão. Enquanto isso, a equipe alviverde segue sob o comando de Jorginho.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Segundo Valdivia, relação com Luxa no Palmeiras era apenas ‘boa’

‘A diferença é que com Caio Júnior e Schaefar é ótima’, diz chileno

Em menos de seis meses nos Emirados Árabes, Valdivia já conquistou a admiração do alemão Winfried Schaefar, seu técnico no Al-Ain. O treinador considera o chileno como o melhor jogador que já passou pelo país e acredita que o “Mago” tem talento para brilhar na Europa. Uma relação de confiança, que lembra seu trabalho com Caio Júnior no Palmeiras. Bem diferente do que o meia tinha com Vanderlei Luxemburgo no Verdão.


Valdivia ganhou a camisa 10 e a braçadeira de capitão no Al-Ain, dos Emirados Árabes


Ídolo da torcida alviverde, Valdivia deixou o Palmeiras em agosto do ano passado reclamando que não foi valorizado por Luxa. O meia guarda a mágoa até hoje.

- Minha relação com Luxemburgo era boa. A diferença que com o Caio e com o alemão ela é ótima – disse o meia, em Dubai.

Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM nos Emirados, Schaefar rasgou elogios a Valdivia e demonstrou estar empenhado em transformar o chileno em um craque do futebol mundial. O alemão dá conselhos ao meia, como pedir para que o camisa 10 assuma a posição de líder do Al-Ain e da seleção chilena.


Winfried Schaefar aconselha Valdivia a chamar a responsabilidade pela seleção

- Luxemburgo privilegiava mais o time, o grupo, do que falar sempre de um jogador só. Por isso que eu falo, minha relação com ele é boa, me ajudou a melhorar bastante, mas não foi de confiança 100% - acrescentou o “Mago”.

Valdivia tem ficado atento às orientações de Schaefar. O alemão reclama que o meia não cobra faltas quando está com a seleção, já que no Al-Ain costuma fazer golaços de bola parada. O meia acredita que com o tempo assumirá o posto de líder do Chile.

- Tudo isso leva tempo. No Palmeiras eu também não batia pênaltis e falta, e mesmo assim fui o cara do Palmeiras, em quem a torcida confiava. Mesmo não batendo lá na seleção, ganhei meu respeito, me respeitam muito. Ele quer que eu seja cobrador, seja muito mais, todo treinador quer isso de mim, aos poucos vou tentar melhorar isso – concluiu.